Dia de emoções fortes.
Metrô em colapso, Museu de História Natural, Dakota, chorinho onde John foi assassinado, Strawberry Fields, banda de jazz no Central Park e etc.
E o almoço? Bom, estávamos nós incólumes em um …
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A chegada a Houston foi dramática.
Sem dormir, estava impaciente. Ainda no avião, a promessa de que nossas malas teriam que ser retiradas e re-despachadas. Hum. Fomos conferir.
O aeroporto é gigantesco, imenso e, naquela hora (6:15am), vazio. Corredores imensos para comportar milhares de seres comuns rumo à pujança americana. Caminhar, caminhar, caminhar. Chegamos a um saguão, onde filas de mexicanos, brasileiros, argentinos, etc., aguardavam para entrar oficialmente nos EUA. Uma música de final de filme de heróis tocava o tempo todo, com criaturas visivelmente embaraçadas em um vídeo dizendo: “Bem-vindos à América”. Vou dizer, fiquei nervoso. Milhares de reais e muitos problemas gastos para, quem sabe, chegar ali e o magrão dizer: “acho que não”. Mas não foi o que aconteceu. Entramos.
Mais corredores sem fim e pouco tempo de conexão. Relógio correndo. Malas retiradas e mau-humor geral dos funcionários. Colocamos as bagagens em uma esteira e não entendemos direito o que a pessoa nos diz. Tarde demais, tudo caiu por um buraco no chão. Agora só veríamos nossas coisas em NY. SE víssemos.
Levamos uns 10 minutos caminhando dentro do aeroporto até encontrarmos nosso portão de embarque. Então vou dizer o seguinte. Podem achar que não sei o que estou falando, mas SEI.
Já haviam me alertado sobre vôos domésticos nos EUA. Foi pior. Lembrei dos ônibus que pegava de POA a Tramandaí nos finais de semana, lotados, quentes, apertados. Igualzinho. Bancos pequenos, um calor do cão e gente e bagagem para tudo quanto era lado. Horror. Durante o vôo, uma criança atrás que batia no meu assento o tempo inteiro. AH, recordações… Melhor parte: o senhor ao meu lado, que nessas alturas já era FAIXA, me mostrou o Rio Mississipi lá do alto. Emoção. Ah, aqueles negrões geniais do blues, com tanto sofrimento de séculos e o choro cadente nas letras. Fiquei olhando para aqueles contornos sinuosos por uns 20 minutos. Daí acabou.
Três horas depois e chegamos a Newark. Havia uma camada espessa de nuvens, e imaginava a descida e a revelação repentina da beleza de New York e New Jersey. Bom, passamos pelas nuvens e só havia chuva, cinza e vias trancadas, do trânsito e respiratórias. Mau-humos, marca registrada em situações desagradáveis. Dei uma de americano e saí me acotovelando pelos corredores apertados do avião.
Mais um quebra-cabeças de aeroporto. Onde estão as malas? Esteira 5? Ok. Dois andares abaixo, esteira 5 desativada. Pânico? Não muito. Breve voltinha, esteira 7 e os americanos do nosso vôo esperando a chegada das bagagens. Oba, vieram. Aí então, trem.
Pegaríamos o Amtrak até Phila (íntimo), mas tínhamos vaga idéia de que havia praticamente o mesmo serviço pela NJ Transit. Embarcamos no Airtrain, que percorre todo o aeroporto de Newark e redondezas DE GRAÇA e é uma maravilha de organização. Ele nos deixou no eixo de conexão com os trens regionais e inter-estaduais. Uma moça nos explicou com muito presteza a diferença entre os serviços. Só registrei o valor 40 dólares mais barato do NJ Transit, apesar de demorar 1 hora a mais. Azar.
Pegamos o trem em direção a Trenton, PA e depois de lá outro para a Philadelphia, trocando para a empresa SEPTA. O primeiro, um trem espaçoso, 2 andares, limpo e rápido. Subúrbios, estações daquelas de filme, mas bem destruídas por vândalos. O segundo, lento, antigo, cheio, sujo. Trenton é tipo uma Viamão deles. Medinho. Sotaque sulista e umas senhoras negras de bastante idade falando aos seus Blackberries. Negrões com seus fones a toda altura e dando risada com uns papos cheios de gírias. Legal, bacaníssima. Latinos e asiáticos com caras de poucos amigos. Fuck off! Durante o trajeto, um rapaz com cara de nerd ia cantando as estações, aos berros. Divertido.
Chegamos a Philadelphia. Estação imensa e DES-LUM-BRAN-TE. Fotos breve no álbum. Dia cinzento, chuva, barulhento. Pegamos um táxi e dei uma gorjeta pro cara que colocava as malas no táxi (estávamos cansados, chega de metrô). Dei 5 dólares, mas queria dar 1. Estava sem saco de procurar outras notas com a Nicolle. Achei demais, mas ele me olhou com desdém. Siachô.
Chegamos ao hotel. Holiday Inn Stadium. Banho, descansinho e NADA por perto para comer. Decidimos, meio a contragosto, comer no restaurante interno. É um sports bar. Americaníssimo. A comida, americana. Tomei uma Guiness e saímos rápido, para dormir e esquecer.
Nunca, eu disse nunca, passei por tantos check-points, revistas, etc., em toda minha (nossas) vidas. A Argentina suspendeu vôos para o México, exige esterilização de aviões que chegam ao país e montam um circo imenso. …
Bom, chegamos. São 18 horas em Philadelphia, PA.
Estamos cansados e vamos comer alguma porcaria por perto.
Fotos? Algumas. Depois vão ao ar. Por enquanto, uma do celular mesmo do quarto do Holiday Inn Stadium.
Boa noite.
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