‘ Lugares e cidades ’ Categoria

A/C Robertão

2 Comentários // Ecrito em May 24, 2009 // Geral, Lugares e cidades, Principal

Dia de emoções fortes.

Metrô em colapso, Museu de História Natural, Dakota, chorinho onde John foi assassinado, Strawberry Fields, banda de jazz no Central Park e etc.

E o almoço? Bom, estávamos nós incólumes em um restaurante italiano no Upper West Side almoçando às 15 horas. Havia apenas uma mesa ocupada. Nela, um cara de boné e três adolescentes. Mil olhadas depois, me dou conta que o tal cara é o … SEAN PENN! Sim, ali almoçando conosco. Ainda não tínhamos recebido os pratos escolhidos, mas concluímos que deveria ser bom. Foi, e não saiu caro. Bom lugar.

Né, Sean?

New York

Comente! // Ecrito em May 24, 2009 // Geral, Lugares e cidades, Manchetes

Amanhã escrevo sobre nossos últimos momentos na Philadelphia e os primeiros em NYC. FANTÁSTICOS, inclusive. Por enquanto, fotos no link acima ou no www.carlous.org/fotos.

Até!

D’ya know watta’m saying?

1 Comentário // Ecrito em May 18, 2009 // Geral, Lugares e cidades, Manchetes

Quando cheguei ontem, quase não conseguia caminhar. Não trouxe nem tenho tênis para suportar quilômetros de caminhada por dia. Sem frescura, fiquei destruído. Hoje pela manhã, Nicolle e Fabiana saíram para o congresso e fiquei mais um pouco. Skype, etc., e fui rumo ao metrô. Mais 10 dólares de tokens e lá estava eu novamente em um trem vazio e fantasmagórico. Beleza.

Centro, City Hall e zona oeste da cidade. Fui até o bairro dos museus, onde estão o Museu de Arte da Filadélfia, o Museu de Ciências Benjamin Franklin, o Museu Rodin, a Biblioteca e mais um monte de atrações. Segunda-feira, todos fechados. Fotos de todos, lindos, majestosos. Sim, conheci a estátua do Rocky Balboa e ensaiei timidamente uma subida pelas escadarias do Museu de Arte. Eu e mais 239847 pessoas que estavam por lá. Ridículo. hehe

Lá de cima, vista linda e momentinho de contemplação e reflexão. Às vezes fico pensando como cheguei aqui e o que isso representa na minha vida. Não no sentido lambe-saco, mas na mudança de visão sobre várias coisas. Fiquei pensando nisso lá em cima enquanto via a cidade toda. Queria um café mas, mesmo que 99% das pessoas na rua estejam segurando um copo e haja uma cafeteria ou birosca que o venda, lá não tinha nada. NADA. Desci correndo e esbofeteei o maior magrão que achei na rua. Rocky pride. NOT!.

Mercado público daqui: o mais antigo da América e fantástico. De tudo, de todos os tipos, nacionalidades e etc.. Patas de caranguejo de meio metro e camarões de dois palmos. Comidas incríveis e asquerosas. Mercado público é o canal.

Almoço num chinês qualquer e janta um sanduba árabe no mercadão. Negonas num happening no meio da rua e a primeira praça de verdade, Redenção style. hahaha.

Ônibus do congresso para voltar e refri de máquina. Ah, acabou o dia.

Hoje estou mais cansado que ontem e bastante superficial nos causos. Contarei mais ao vivo e nas fotografias para quem tiver o PRAZER de me perguntar e entrar nos álbuns quando o HOLIDAY INN ajudar.

Dica: nunca sorria para uma criança americana, os pais vão te achar um molestador. Freaks.

Primeiro dia

Comente! // Ecrito em May 18, 2009 // Geral, Lugares e cidades, Manchetes

Cedo, acordamos. Mais uma vez, cinza no céu. Chuva no asfalto. Vamos à rua.

Marca 19 graus no Weather Channel. NOT! Nem pensar estava mais de 10. Saímos com pouca roupa e logo de cara nos arrependemos. Mesmo assim, seguimos adiante. Nosso hotel fica numa zona afastada da cidade, no chamado “Sports Complex”. Aqui, existem os estádios de basquete, futebol americano, baseball e hóquei, todos juntos. Uma maravilha de organização. Porém, sem jogos, a zona é erma. Sozinhos, fomos caminhando até a estação de metrô à duas quadras, bem na entrada do complexo. É uma estação com trilhos duplos, pra facilitar a saída da galera em dias de competição. Ninguém por perto, só a cobradora do guichê. Nos atrapalhamos um pouco, mas logo estávamos com os tokens para entrar. 

Estação vazia, trem vazio. Só estávamos nós dois no vagão. Luzes piscando e aquele barulho elétrico. No mínimo, perturbador. Será que estamos no lugar certo, no trem certo? Logo, ele andou. Oba. Chegando no City Hall, famosa prefeitura, descemos e começamos a peregrinação pela cidade. Fomos direto ao bairro histórico, berço da independência americana. 

Lindos prédios antigos, quakers, emoção genuína e sem constrangimento, esquilos, cansaço, Burguer King, sino rachado, Chinatown, festa judaica, ponte, centro, love, comcast. Muitas voltas, resumindo. Foi um longo e fantástico dia, melhor resumido nas fotos, QUANDO estiverem no ar. Ainda tenho o dia de hoje pra contar, vou parar de recapitular e tentar voltar ao cronograma. hehe.

Até.

Houston – Philadelphia

1 Comentário // Ecrito em May 18, 2009 // Geral, Lugares e cidades

A chegada a Houston foi dramática.

Sem dormir, estava impaciente. Ainda no avião, a promessa de que nossas malas teriam que ser retiradas e re-despachadas. Hum. Fomos conferir.

O aeroporto é gigantesco, imenso e, naquela hora (6:15am), vazio. Corredores imensos para comportar milhares de seres comuns rumo à pujança americana. Caminhar, caminhar, caminhar. Chegamos a um saguão, onde filas de mexicanos, brasileiros, argentinos, etc., aguardavam para entrar oficialmente nos EUA. Uma música de final de filme de heróis tocava o tempo todo, com criaturas visivelmente embaraçadas em um vídeo dizendo: “Bem-vindos à América”. Vou dizer, fiquei nervoso. Milhares de reais e muitos problemas gastos para, quem sabe, chegar ali e o magrão dizer: “acho que não”. Mas não foi o que aconteceu. Entramos.

Mais corredores sem fim e pouco tempo de conexão. Relógio correndo. Malas retiradas e mau-humor geral dos funcionários. Colocamos as bagagens em uma esteira e não entendemos direito o que a pessoa nos diz. Tarde demais, tudo caiu por um buraco no chão. Agora só veríamos nossas coisas em NY. SE víssemos.

Levamos uns 10 minutos caminhando dentro do aeroporto até encontrarmos nosso portão de embarque. Então vou dizer o seguinte. Podem achar que não sei o que estou falando, mas SEI.

Já haviam me alertado sobre vôos domésticos nos EUA. Foi pior. Lembrei dos ônibus que pegava de POA a Tramandaí nos finais de semana, lotados, quentes, apertados. Igualzinho. Bancos pequenos, um calor do cão e gente e bagagem para tudo quanto era lado. Horror. Durante o vôo, uma criança atrás que batia no meu assento o tempo inteiro. AH, recordações… Melhor parte: o senhor ao meu lado, que nessas alturas já era FAIXA, me mostrou o Rio Mississipi lá do alto. Emoção. Ah, aqueles negrões geniais do blues, com tanto sofrimento de séculos e o choro cadente nas letras. Fiquei olhando para aqueles contornos sinuosos por uns 20 minutos. Daí acabou.

Três horas depois e chegamos a Newark. Havia uma camada espessa de nuvens, e imaginava a descida e a revelação repentina da beleza de New York e New Jersey. Bom, passamos pelas nuvens e só havia chuva, cinza e vias trancadas, do trânsito e respiratórias. Mau-humos, marca registrada em situações desagradáveis. Dei uma de americano e saí me acotovelando pelos corredores apertados do avião.

Mais um quebra-cabeças de aeroporto. Onde estão as malas? Esteira 5? Ok. Dois andares abaixo, esteira 5 desativada. Pânico? Não muito. Breve voltinha, esteira 7 e os americanos do nosso vôo esperando a chegada das bagagens. Oba, vieram. Aí então, trem.

Pegaríamos o Amtrak até Phila (íntimo), mas tínhamos vaga idéia de que havia praticamente o mesmo serviço pela NJ Transit. Embarcamos no Airtrain, que percorre todo o aeroporto de Newark e redondezas DE GRAÇA e é uma maravilha de organização. Ele nos deixou no eixo de conexão com os trens regionais e inter-estaduais. Uma moça nos explicou com muito presteza a diferença entre os serviços. Só registrei o valor 40 dólares mais barato do NJ Transit, apesar de demorar 1 hora a mais. Azar.

Pegamos o trem em direção a Trenton, PA e depois de lá outro para a Philadelphia, trocando para a empresa SEPTA. O primeiro, um trem espaçoso, 2 andares, limpo e rápido. Subúrbios, estações daquelas de filme, mas bem destruídas por vândalos. O segundo, lento, antigo, cheio, sujo. Trenton é tipo uma Viamão deles. Medinho. Sotaque sulista e umas senhoras negras de bastante idade falando aos seus Blackberries. Negrões com seus fones a toda altura e dando risada com uns papos cheios de gírias. Legal, bacaníssima. Latinos e asiáticos com caras de poucos amigos. Fuck off! Durante o trajeto, um rapaz com cara de nerd ia cantando as estações, aos berros. Divertido.

Chegamos a Philadelphia. Estação imensa e DES-LUM-BRAN-TE. Fotos breve no álbum. Dia cinzento, chuva, barulhento. Pegamos um táxi e dei uma gorjeta pro cara que colocava as malas no táxi (estávamos cansados, chega de metrô). Dei 5 dólares, mas queria dar 1. Estava sem saco de procurar outras notas com a Nicolle. Achei demais, mas ele me olhou com desdém. Siachô.

Chegamos ao hotel. Holiday Inn Stadium. Banho, descansinho e NADA por perto para comer. Decidimos, meio a contragosto, comer no restaurante interno. É um sports bar. Americaníssimo. A comida, americana. Tomei uma Guiness e saímos rápido, para dormir e esquecer.

Buenos Aires – Houston

1 Comentário // Ecrito em May 17, 2009 // Geral, Lugares e cidades

Nunca, eu disse nunca, passei por tantos check-points, revistas, etc., em toda minha (nossas) vidas. A Argentina suspendeu vôos para o México, exige esterilização de aviões que chegam ao país e montam um circo imenso. TODAS os funcionários usavam máscaras, sem excessão. Deve ser o medo de pegarem a gripe, morrem todos e (não) verem o mundo gritar aliviado: OBA! Jejeje.

Mas daí, enfim saímos de lá. Continental Airline. Vejamos:

Certo, entendemos que seriam 10 horas até Houston, mas dentro de um avião, com pouco espaço, com lotação total, pareceram 34395838957 horas.

Logo no saguão, um personagem se destacava. Era um homem, cara de latino mas com sotaque americaníssimo, que falava alto ao celular o tempo todo. Haja créditos. Deu recado pra mulher, pros filhos, pra empregada, pra secretária, sei lá mais pra quem. Que mala. Depois, mudando de assunto, comentamos que graças a Deus não havia bebês.

Entramos no avião, as aeroVELHAS – todas, certamente, com mais de sessenta anos -, como disse a Nicolle, fizeram suas cenas e logo entrou um casal com um bebê. Claro, sentou atrás de nós. Logo, veio o chato do saguão, com Blackberry, iPod e seu carregamento de asneiras. Claro, sentou ao nosso lado. Resumindo: não se pode usar celular no vôo e o bebê devia estar chapado. Tudo tranquilo. Quase tudo.

É impossível dormir. O barulho e as cadeiras de “Unesul para Osório” não deixam. O mapinha nos monitores ia dizendo onde estávamos. Agoniante, mas deu pra imaginar várias histórias. Desde um “Lost” com uma queda em ilha do Caribe, uma aventura na selva com uma queda na Amazônia e até comendo o chato de galocha – literalmente – numa queda nos Andes. Funny.

Comemos uma janta americana, “chicken or beef?”, e rimos com o sotaque sulista da aeromeiaboca falando “Drinks for you?”. Medialunas para desayuno e era isso. Nos alimentamos por mais umas 12 horas.

Ok, está tarde (17 de maio, 22:30) e temos que dormir, que amanhã o dia começa cedo. Nicolle e Fabiana vão ao congresso às 7 e meia. Eu? Eu com isso, vou ficar dormindo até mais um pouquinho. Quando acordar conto o resto das histórias, mais ou menos cronologicamente.

PS. Já consigo fazer Uh-hun como uma negona de Phila. Ask me how.

Até.

Enfim

1 Comentário // Ecrito em May 16, 2009 // Geral, Lugares e cidades

Bom, chegamos. São 18 horas em Philadelphia, PA.

Estamos cansados e vamos comer alguma porcaria por perto.

 

Fotos? Algumas. Depois vão ao ar. Por enquanto, uma do celular mesmo do quarto do Holiday Inn Stadium.

Boa noite.

Houston, we have a problem!

1 Comentário // Ecrito em May 15, 2009 // Geral, Lugares e cidades

Primeira parte da viagem completa. Estamos em Buenos Aires. São 8 da noite e não aguentamos mais o sotaque no inglês dos argentinos. Também não falamos grande coisa,  mas se não entendemos o que eles falam em espanhol, imagine em inglês. Consolo: ninguém entende nada. Americanos, chineses, jordaniano, brasileiros, não há quem decifre.

 

Chegamos às 14:00 desdenhando do tamanho do aeroporto. De fato, ele é pequeno para vôos domésticos. Tomamos um café no saguão, para ajudar a gastar os pesos que a Nicolle trouxe. A prioridade, porém era matar o máximo de tempo possível até nosso embarque, às 21:50. Depois, total tédio. Estávamos convencidos de que, com a garantia da TAM em Porto Alegre de que nossas bagagens iriam diretamente a Newark, estaríamos leves para caminharmos pelas lojas, cafés e outras coisas da área internacional. Aí começaram os problemas. 

 

Logo na porta da aeronave um dos funcionários avisou, em péssimo português, que deveríamos seguir a faixa amarela no chão para completar a conexão. Seguimos. Na imigração, uma senhoura até simpática não entendeu nosso itinerário e perguntou a outro funcionário da TAM. Ele, para nossa surpresa, avisou que as bagagens deveriam ser retiradas para outro check-in, dessa vez na Continental Airlines. E lá fomos nós. Assim, acabamos com um volume de malas com que só esperávamos contar novamente nos EUA, fora da área internacional e com chances remotas de sair pela cidade, por conta de todo aquele peso. 

 

Mas ainda consideramos uma volta por Buenos Aires, deixando tudo num porta-volume, porém…

 

Enquanto ainda curtíamos o restinho do gosto de nossos cafés argentinos, vimos em um monitor que em nosso vôo constava um “via Houston”. Pequena continha de cabeça das horas de viagem, em comparação com o Brasil, sondagem no balcão da Continental e sim, vamos ter que conhecer Houston.

 

Assim, não sei se agradecemos a TAM pelo erro em nossas bagagens (o vôo estava muito bom, com bobó de camarão de almoço, apesar de acharmos que o camarão seguiu viagem pela Aerolíneas Argentinas), a Travel Start pelo excelente serviço de marcação de passagens (primeiro nos venderam passagens que não existiam, depois esconderam essa presepada em Houston) ou aos céus por não termos matado nenhum argentino ainda. 

 

Daqui uma hora começa nosso embarque. Se tiver hambúrguer de janta, eu juro que me mato.

 

 

Até os EUA.

Luzes de Lugar Nenhum

Comente! // Ecrito em May 11, 2009 // Geral, Lugares e cidades, Música e Cinema

Já um pouco tarde e está ficando ridículo, eu sei. Mesmo assim, estou dando uma gerbaseada e assino um curta-metragem, agora em fase de produção, em parceria com meu friendo Rivael. Apesar de já trabalhar há tempos com outras produções, esse é o primeiro filho biológico. O nome está ali em cima e não é grande coisa, mas tá ficando tudo bom demais para ser verdade e para ser nosso. O cenário é um casarão na Zona Sul de POA afetivamente abandonado e efetivamente habitado.

Final de junho estará finalizado e será a primeira produção da Voèlin, um mini-bureau de roteiro, caseiro, pequeno. É um começo, é o nosso Replicantes.

Ah, agimos clandestinamente e com a GRANDE parceria da Premiére Produções, que nos oferece a prataria da casa, com equipamentos de primeira, além de uma paciência incomparável.

Regressiva

Comente! // Ecrito em May 11, 2009 // Geral, Lugares e cidades

Sexta embarcamos, Nicolle e eu, rumo aos EUA. Ela participa de um congresso de microbiologia na Filadélfia e depois ficamos alguns dias em NY. Nesse tempo, escreverei duas matérias, ainda com destinos incertos, sobre dois assuntos relativamente correlatos: celebração do Memorial Day, no South Street Seaport, em NYC; e Independence Hall e o famoso Liberty Bell, na Filadélfia.

Depois de um agoniante período de vistos, passagens e hospedagem, agora as malas estão li-te-ral-men-te prontas. Sim, estamos preocupados com febres, gripes e paranóias.

Hoje, depois de comprar os mirrados dólares para caridosamente ajudar os amiguinhos yankees, senti que vai sair tudo bem. Ter algumas centenas de dólares nas mãos dá uma certa sensação de absoluto poder e me fez pensar, mesmo que num décimo de segundo, que posso comprar autoridades médicas, aeronáuticas, legais e tudo mais. Talvez eu possa, e talvez esse seja o maior sentimento deles em relação ao resto de nós.

Eu, que nunca saí de por borda nenhuma do Bananão, tenho que dizer que gostei dessa centelha imperialista. Me aguardem na volta, cheio de empáfia, bugigangas e, quem sabe, espirros sádicos.