Supervelhos

Escrito em May 12, 2009 // Geral, Música e Cinema.

Oasis foi minha primeira inclinação ao rock’n'roll. Não me culpe, meus amigos estavam em Nirvana (deprê), Pearl Jam (mau-humor), Guns’n'Roses (lixo), Green Day (quem?) e Iron Maiden (onanismo). Sem nenhum demérito, eu estava meio bossa-nova, essa coisa dindi que os americanos resolveram adotar como semi-jazz. Daí vieram esses caras.

Uma barulheira, guitarras estridentemente distorcidas e uma voz meio miada. Oasis não toca em Live Aid, não faz show beneficiente, não dá pitacos nem tem inclinação política. Logo depois aprendi a tocar e descobri que rock não se faz com acordes e não tem nada a ver com complexidade musical.

Esses caras aí me fizeram entender um pouco o mundo fora de casa, com sexo, drogas e rock’n'roll. Hoje é o dia de conhecê-los.

Amanheceu chovendo e me lembrou muito Londres (aka Google) e idos tempos de adolescência. Me lembrou o Pedro Metz e os embriões da Pública, um monte de discussões com amigos progressivos e punkers, caminhadas e ansiedade para comprar o disco novo desses docinhos de Manchester. Me lembrou como ter uma banda pode ser bom, o André, o Jaime e o Igor.

A sensibilidade brega da bossa-nova ainda está em mim, e hoje à noite vou chorar por tudo isso.

Até lá.

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  • RENE
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